O mesmo relatório do Banco Mundial que previu um 2024 sombrio para a Argentina previu um crescimento de 3,2% para o Uruguai, numa região que caminha para um desempenho médio fraco.
O “World Economic Outlook” publicado esta terça-feira em Washington DC projeta um crescimento médio na América Latina e nas Caraíbas de 1,8% em 2024, antes de recuperar para 2,7% em 2025, à medida que as taxas de juro e a inflação abrandam. De acordo com o estudo, os preços das matérias-primas apoiarão as exportações da região, embora o fraco crescimento na China possa limitar a procura. No caso do Uruguai, o Banco Mundial prevê um crescimento de 2,6% para 2025 e 2026.
“O desempenho económico da região dependerá de uma combinação de factores nacionais e internacionais, e os preços das matérias-primas e a procura global desempenharão um papel moderado nestas perspectivas”, afirma o documento. Também esta semana, o Banco Mundial divulgou uma atualização do Índice de Desempenho Portuário de Contêineres de 2023, que classificou Montevidéu em 384º lugar entre 405 portos pesquisados em todo o mundo, representando uma queda significativa em relação ao 248º lugar no ano passado. O estudo se concentrou no custo e na utilização do espaço de cada instalação.
No nível regional, Montevidéu ficou em 60º lugar entre 64, com Imbituba e Itajaí do Brasil, Acajutla (El Salvador) e Kingston (Jamaica) abaixo. Os melhores portos foram Cartagena (Colômbia), seguido de Callao (Peru), Posorja (Equador), Buenaventura (Colômbia), Rio de Janeiro (Brasil), Lázaro Cárdenas (México), Salvador (Brasil), Puerto Limón (Costa Rica) , Itapoá (Brasil) e Altamira (México). Buenos Aires ficou em 33º lugar, uma ligeira melhoria em relação ao 38º lugar regionalmente em 2022.
O Banco Mundial destacou que os portos e terminais - especialmente os terminais de contentores - podem causar atrasos no transporte, perturbações na cadeia de abastecimento, custos adicionais e redução da competitividade. O desempenho ideal abrange fatores como eficiência portuária, calado necessário, docas e instalações de atracação, e a eficácia dos procedimentos utilizados pelas agências governamentais para liberar contêineres. O documento salienta ainda que qualquer ineficiência ou barreiras não tarifárias entre estes atores resulta em custos mais elevados, menor competitividade e menores volumes comercializados.
A União dos Exportadores do Uruguai insistiu que os efeitos negativos das operações portuárias afetam a competitividade no comércio exterior, aumentando os já elevados custos “até três ou quatro vezes mais”.
fonte: Mercopress